segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Ruido na Comunicação...(Willian)
Se vocês não entenderem ruido agora pode parar...kkkkkkkk
Um exemplo ótimo para vocês.
Segue no Link abaixo:
Ruido na Comunicação...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Fisiocracia (Texto de Apoio Economia e Politica)
O termo fisiocrata (fis - natureza; cratos = poder), de origem grega, significa "poder da natureza".
A fisiocracia, advinda da chamada escola fisiocrática, surgiu no século XVIII e é considerada a primeira escola de economia científica. Os fisiocratas consideram o sistema econômico como um "organismo" regido por leis intrínsecas (pela ordem natural das coisas), sendo elas assim, cientificamente relevantes.
Contudo, os fisiocratas não levam a cabo essa analogia com a natureza física do mundo. Acreditam que, ao contrário das leis da natureza, que não podem ser quebradas, as sociedades podem distanciar-se da ordem natural que deveria reger os sistemas econômicos. Assim, o discurso fisiocrático aponta para um teórico ápice natural da economia, onde quem se opõe a ele fatalmente cairá em erro.
Baseavam-se na economia mercantil, identificando a transformação geral dos produtos em mercadorias.
Base da constituição da ordem natural, a sociedade, unidade regida por leis necessárias apenas na medida em que as atividades econômicas dos seres humanos sejam reduzidas e integradas à unidade através de um processo que somente a troca poderia realizar. Desconsiderando as diferenças entre uma inspiração iluminista e uma pós-hegeliana, pode-se assumir essa interpretação da história como um marxismo avant la lettre.
A comparação entre a agricultura capitalista e a agricultura camponesa corroborava com a visão dos fisiocratas, que viam na agricultura camponesa um atraso fadado ao fim, visto que os arrendatários capitalistas conseguiam maiores índices de produção.
Entretanto, não se tinha a mesma visão nos meios urbanos, onde o trabalho artesanal constituiria uma forma natural de auto-gestão.
Para os fisiocratas, a tarefa histórica do capitalismo consiste numa ampliação, por ele (o capitalismo) tornada possível, do excedente. Este excedente, por sua vez, seria um fenômeno típico da agricultura, onde o capitalismo se apresentaria com uma ordem própria, ao contrário do que ocorre no meio urbano, onde teoricamente não existiriam excedentes.
Excedente (ou produto líquido): parte da riqueza produzida que excede a consumida, ao longo do processo produtivo.
Definindo-se por trabalho produtivo o trabalho capaz de produzir excedente, temos então, a partir de uma ótica fisiocrata, o trabalho agrícola como única forma de trabalho produtivo. Apesar das limitações surgidas a partir da tomada de um conceito como esses, é de grande mérito da individualização no processo produtivo o lugar de origem do produto líquido (excedente), tendo a escola clássica Adam Smith tomado esse conceito dos fisiocratas como ponto de partida
Para os fisiocratas, toda riqueza provém da terra, a indústria apenas diversifica o produto e o comércio distribui. Estes eram contra o intervencionismo mercantilista. Sendo importante lembrar que as idéias fisiocratas surgem na época que não existia atividade industrial, ou seja, apenas actividades ligadas ao setor primário, a agricultura.
A fisiocracia, advinda da chamada escola fisiocrática, surgiu no século XVIII e é considerada a primeira escola de economia científica. Os fisiocratas consideram o sistema econômico como um "organismo" regido por leis intrínsecas (pela ordem natural das coisas), sendo elas assim, cientificamente relevantes.
Contudo, os fisiocratas não levam a cabo essa analogia com a natureza física do mundo. Acreditam que, ao contrário das leis da natureza, que não podem ser quebradas, as sociedades podem distanciar-se da ordem natural que deveria reger os sistemas econômicos. Assim, o discurso fisiocrático aponta para um teórico ápice natural da economia, onde quem se opõe a ele fatalmente cairá em erro.
Baseavam-se na economia mercantil, identificando a transformação geral dos produtos em mercadorias.
Base da constituição da ordem natural, a sociedade, unidade regida por leis necessárias apenas na medida em que as atividades econômicas dos seres humanos sejam reduzidas e integradas à unidade através de um processo que somente a troca poderia realizar. Desconsiderando as diferenças entre uma inspiração iluminista e uma pós-hegeliana, pode-se assumir essa interpretação da história como um marxismo avant la lettre.
A comparação entre a agricultura capitalista e a agricultura camponesa corroborava com a visão dos fisiocratas, que viam na agricultura camponesa um atraso fadado ao fim, visto que os arrendatários capitalistas conseguiam maiores índices de produção.
Entretanto, não se tinha a mesma visão nos meios urbanos, onde o trabalho artesanal constituiria uma forma natural de auto-gestão.
Para os fisiocratas, a tarefa histórica do capitalismo consiste numa ampliação, por ele (o capitalismo) tornada possível, do excedente. Este excedente, por sua vez, seria um fenômeno típico da agricultura, onde o capitalismo se apresentaria com uma ordem própria, ao contrário do que ocorre no meio urbano, onde teoricamente não existiriam excedentes.
Excedente (ou produto líquido): parte da riqueza produzida que excede a consumida, ao longo do processo produtivo.
Definindo-se por trabalho produtivo o trabalho capaz de produzir excedente, temos então, a partir de uma ótica fisiocrata, o trabalho agrícola como única forma de trabalho produtivo. Apesar das limitações surgidas a partir da tomada de um conceito como esses, é de grande mérito da individualização no processo produtivo o lugar de origem do produto líquido (excedente), tendo a escola clássica Adam Smith tomado esse conceito dos fisiocratas como ponto de partida
Para os fisiocratas, toda riqueza provém da terra, a indústria apenas diversifica o produto e o comércio distribui. Estes eram contra o intervencionismo mercantilista. Sendo importante lembrar que as idéias fisiocratas surgem na época que não existia atividade industrial, ou seja, apenas actividades ligadas ao setor primário, a agricultura.
Texto de Apois (Economia e Politica )
Definição
Liberalismo pode ser definido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas.
O pensamento liberal teve sua origem no século XVII, através dos trabalhos sobre política publicados pelo filósofo inglês John Locke. Já no século XVIII, o liberalismo econômico ganhou força com as idéias defendidas pelo filósofo e economista escocês Adam Smith.
Podemos citar como princípios básicos do liberalismo:
- Defesa da propriedade privada;
- Liberdade econômica (livre mercado);
- Mínima participação do Estado nos assuntos econômicos da nação (governo limitado);
- Igualdade perante a lei (estado de direito);
Na década de 1970 surgiu o neoliberalismo, que é a aplicação dos princípios liberais numa realidade econômica pautada pela globalização e por novos paradigmas do capitalismo.
- Liberdade econômica (livre mercado);
- Mínima participação do Estado nos assuntos econômicos da nação (governo limitado);
- Igualdade perante a lei (estado de direito);
Na década de 1970 surgiu o neoliberalismo, que é a aplicação dos princípios liberais numa realidade econômica pautada pela globalização e por novos paradigmas do capitalismo.
Mercantilismo [Apoio para Economia e Politica)
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Resumo sobre Mercantilismo
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terça-feira, 5 de abril de 2011
Psicologia-Motivação por Claudia Helena
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Motivação..
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Psicologia- Emoção por Claudia Helena
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Emoção
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Pesquisa Aplicada (William Araujo)
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Roteiro p..
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Pesquisa Aplicada (William Araujo) Material apresentado em sala
UMC-2011 - Disc. Pesquisa Aplicada - Prof.Resp. William Araujo
Projeto PPM
IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E CLASSIFICAÇÃO
1) Desloca o indivíduo da condição do senso comum para o senso crítico
2) Sugere procedimentos baseados em normas e regras para que desenvolva a observação dos fenômenos
3) Possibilita ao interessado o desenvolvimento de observação que permita classificar, analisar e sintetizar certos problemas
Com base nos objetivos, PESQUISAS classificam-se em três grupos : Exploratórias; Descritivas; Explicativas
EXPLORATÓRIA ... familiariza-se com o problema, permite construção de hipótese, o planejamento é mais flexível e pode gerar pesquisa bibliográfica ou de caso. No tocante aos procedimentos, envolvem: levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que experimentaram um dado problema, e análise de exemplos que melhorem a compreensão
DESCRITIVA ... É o tipo que mais aprofunda o conhecimento da realidade, pois tem como preocupação central identificar fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Quase podemos considerá-la como a etapa final de estudos exploratórios e descritivos(se for o caso). Em geral se vale do método experimental. A aplicação deste método nas ciências sociais é revestido de muitas dificuldades. Embora na Psicologia, elas têm elevado grau de controle são consideradas “quase experimentais”.
EXPLICATIVA ... aprofunda conhecimento da realidade; preocupação central é identificar fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Pode ser também uma etapa final de estudos exploratórios e descritivos. Geralmente vale-se do método experimental. Nas ciências sociais reveste-se de dificuldades; na Psicologia, são consideradas “quase experimentais”.
As classificações da pesquisa:
- quanto à natureza da pesquisa
- quanto à forma de abordagem
- quanto ao objetivo
- quanto aos procedimentos
objetos,
Pesquisa Aplicada (Willian Araujo) Texto de Apoio
Comunicação como objeto de estudo e seus principais paradigmas
Fernanda Bastos/Jornalista e Profa.
O campo da comunicação está num momento em que é necessário repensar seus fundamentos e práticas de pesquisa. O final do século XX e o início do século XXI foi e está sendo marcado por grandes mudanças no sistema do pensamento, já que o modelo clássico da ciência não atende mais às questões atuais. A busca pelo pensamento complexo e a necessidade de ampliar os olhares da ciência torna-se fundamental para se entender a realidade contemporânea. O campo da comunicação está inserido neste mesmo contexto e demanda debates atuais que tragam referências teóricas e autores que venham instigar e ajudar a pensar a realidade contemporânea do ponto de vista comunicativo. Além disso, há um grande desafio apresentado ao campo e suas investigações – a definição do objeto de estudo da comunicação. Por isso, é necessário avançar nas discussões, reflexões e no trabalho de reconhecer a realidade da prática comunicacional.
Se pensar a epistemologia da comunicação significa questionar a realidade do campo, este esforço reflexivo deve representar uma tentativa de acompanhar o que se passa no processo comunicativo, ou seja, observar sua natureza em movimento, já que comunicação significa “ação comum”, “estar em relação” – e relação pressupõe movimento. Merleau-Ponty (1945) define o ato comunicativo como “o encontro de fronteiras perceptivas” onde, por meio da linguagem, um diálogo se estabelece. Este diálogo é a base do processo comunicativo, é aquilo que promove um movimento constante, uma troca entre duas consciências, uma ação comum. É neste lugar que a comunicação se estabelece. Em outras palavras, é somente na relação que a comunicação é possível.
Vemos, então, que o objeto da comunicação está neste ponto de encontro - ele é exatamente a troca, o estar em relação. O que significa que há uma diferença fundamental entre o objeto da comunicação e os chamados objetos de mídia: rádio, televisão, jornal, internet, entre outros. Estes objetos não necessariamente estabelecem uma interlocução, uma relação com seus públicos. Eles são veículos de comunicação e cumprem o papel de veicular a informação, uma das etapas do processo comunicativo, não o processo como um todo. Em outras palavras, é um equívoco pensar que o objeto de estudos do campo são os veículos de comunicação.
Este equívoco nos remete às principais teorias clássicas do campo, que colocam os mass media e sua influência na sociedade como foco principal dos estudos. Esta perspectiva se encaixa dentro do chamado modelo informacional da comunicação. Tido como modelo hegemônico, o paradigma informacional entende a comunicação como um processo mecânico e linear de transmissão de mensagens de um emissor para um receptor, provocando determinados efeitos. Sua base foram os estudos desenvolvidos por Claude Shannon, em 1949, que ficaram conhecidos como a teoria matemática da comunicação. Esta teoria propõe a esquematização de um sistema geral da comunicação baseado na transmissão de informação. Com finalidade meramente operativa, consiste em fazer passar, através de um canal, o máximo de informação com o mínimo de distorção e com a máxima economia de tempo e de energia (WOLF, 1985). Ou seja, para o modelo, o conteúdo não importa, mas sim a eficácia da transmissão.
A teoria matemática de Shannon passou a influenciar diversas disciplinas científicas e tornou-se o modelo clássico para os estudos da comunicação. O modelo foi raramente questionado e largamente utilizado, simplificando ao máximo o processo comunicativo. É um modelo que não consegue sair do par emissor-receptor e que desconsidera as principais questões que envolvem o processo comunicativo - a presença de consciências.
Conceber a comunicação por meio desta perspectiva é algo limitado e insuficiente para se explicar o processo comunicativo. O campo necessita de um modelo que seja capaz de compreender a comunicação como um processo de “produção e compartilhamento de sentidos entre sujeitos interlocutores”, a partir de um determinado contexto e realizado através de trocas simbólicas, ou seja, a produção de discursos (FRANÇA, 2001). Esta perspectiva se encaixa no que se conhece como o paradigma relacional da comunicação. O modelo elacional distingue o processo comunicativo a partir de sua bilateralidade, ou seja, a igualdade de condições e funções estabelecidas por parte dos interlocutores envolvidos. Sua ênfase não está na distinção de pólos emissor/receptor, mas na natureza da relação estabelecida por ambos.
O referencial teórico e metodológico do paradigma relacional pode ser encontrado em George H. Mead e na corrente de estudos do Interacionismo Simbólico. A partir deste modelo, o fenômeno da comunicação passa a ser entendido como um processo dinâmico, que pressupõe movimento constante e trocas entre sujeitos por meio da interação (BASTOS; LIMA, 2008). A comunicação, a partir do paradigma relacional, é um processo de produção e compartilhamento de sentidos entre sujeitos, marcado pela situação de interação e pelo contexto (MAIA & FRANÇA, 2003).
É desta maneira, enfim, que propomos enxergar a comunicação, visto que o modelo relacional é aquele que melhor consegue conceber o processo comunicativo em sua natureza interacional.
Se pensar a epistemologia da comunicação significa questionar a realidade do campo, este esforço reflexivo deve representar uma tentativa de acompanhar o que se passa no processo comunicativo, ou seja, observar sua natureza em movimento, já que comunicação significa “ação comum”, “estar em relação” – e relação pressupõe movimento. Merleau-Ponty (1945) define o ato comunicativo como “o encontro de fronteiras perceptivas” onde, por meio da linguagem, um diálogo se estabelece. Este diálogo é a base do processo comunicativo, é aquilo que promove um movimento constante, uma troca entre duas consciências, uma ação comum. É neste lugar que a comunicação se estabelece. Em outras palavras, é somente na relação que a comunicação é possível.
Vemos, então, que o objeto da comunicação está neste ponto de encontro - ele é exatamente a troca, o estar em relação. O que significa que há uma diferença fundamental entre o objeto da comunicação e os chamados objetos de mídia: rádio, televisão, jornal, internet, entre outros. Estes objetos não necessariamente estabelecem uma interlocução, uma relação com seus públicos. Eles são veículos de comunicação e cumprem o papel de veicular a informação, uma das etapas do processo comunicativo, não o processo como um todo. Em outras palavras, é um equívoco pensar que o objeto de estudos do campo são os veículos de comunicação.
Este equívoco nos remete às principais teorias clássicas do campo, que colocam os mass media e sua influência na sociedade como foco principal dos estudos. Esta perspectiva se encaixa dentro do chamado modelo informacional da comunicação. Tido como modelo hegemônico, o paradigma informacional entende a comunicação como um processo mecânico e linear de transmissão de mensagens de um emissor para um receptor, provocando determinados efeitos. Sua base foram os estudos desenvolvidos por Claude Shannon, em 1949, que ficaram conhecidos como a teoria matemática da comunicação. Esta teoria propõe a esquematização de um sistema geral da comunicação baseado na transmissão de informação. Com finalidade meramente operativa, consiste em fazer passar, através de um canal, o máximo de informação com o mínimo de distorção e com a máxima economia de tempo e de energia (WOLF, 1985). Ou seja, para o modelo, o conteúdo não importa, mas sim a eficácia da transmissão.
A teoria matemática de Shannon passou a influenciar diversas disciplinas científicas e tornou-se o modelo clássico para os estudos da comunicação. O modelo foi raramente questionado e largamente utilizado, simplificando ao máximo o processo comunicativo. É um modelo que não consegue sair do par emissor-receptor e que desconsidera as principais questões que envolvem o processo comunicativo - a presença de consciências.
Conceber a comunicação por meio desta perspectiva é algo limitado e insuficiente para se explicar o processo comunicativo. O campo necessita de um modelo que seja capaz de compreender a comunicação como um processo de “produção e compartilhamento de sentidos entre sujeitos interlocutores”, a partir de um determinado contexto e realizado através de trocas simbólicas, ou seja, a produção de discursos (FRANÇA, 2001). Esta perspectiva se encaixa no que se conhece como o paradigma relacional da comunicação. O modelo elacional distingue o processo comunicativo a partir de sua bilateralidade, ou seja, a igualdade de condições e funções estabelecidas por parte dos interlocutores envolvidos. Sua ênfase não está na distinção de pólos emissor/receptor, mas na natureza da relação estabelecida por ambos.
O referencial teórico e metodológico do paradigma relacional pode ser encontrado em George H. Mead e na corrente de estudos do Interacionismo Simbólico. A partir deste modelo, o fenômeno da comunicação passa a ser entendido como um processo dinâmico, que pressupõe movimento constante e trocas entre sujeitos por meio da interação (BASTOS; LIMA, 2008). A comunicação, a partir do paradigma relacional, é um processo de produção e compartilhamento de sentidos entre sujeitos, marcado pela situação de interação e pelo contexto (MAIA & FRANÇA, 2003).
É desta maneira, enfim, que propomos enxergar a comunicação, visto que o modelo relacional é aquele que melhor consegue conceber o processo comunicativo em sua natureza interacional.
Fernanda Bastos é membro do Grupo de Pesquisa “Comunicação no contexto organizacional: aspectos teórico-conceituais” (CNPq/PUC Minas
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Coluna de Ivone de Lourdes Oliveira, na Aberje
Pesquisa Aplicada (William Araujo) Texto de Apoio
Contribuições para o campo da comunicação Por Thalita Maria Mancoso Mantovani e Souza em 8/2/2011 |
No século 21 e na atual sociedade da informação caracterizada por Castells (1999) – onde a geração, o processamento e a transmissão da informação são fontes de produtividade e poder –, a comunicação e a pesquisa tornam-se necessárias para a evolução dos indivíduos desta sociedade, bem como para o desenvolvimento de processos, produtos e aprimoramento de tecnologia. De um lado, a comunicação (em seus estudos iniciais e em termos gerais) visa tornar comum uma mensagem de um emissor para um receptor, através de um meio/canal. Espera-se que esta mensagem chegue sem um ruído e que o receptor promova o feedback ao emissor. De outro lado, a pesquisa constitui-se no ato de questionamento e aprofundamento consciente na tentativa de se alcançar uma resposta significativa a uma dúvida ou problema (BARROS; LEHFELD, 1986, p. 87). A comunicação e a pesquisa caminham juntas. Ambas contribuem para discussões acerca das transformações, modificações e ressignificados de teorias, de paradigmas, das múltiplas interfaces do conhecimento, entre outros. Nesta linha de raciocínio, a sociedade contemporânea sentiu a necessidade de se pensar e estudar a pesquisa em comunicação. Foi assim que nasceu a obra "Comunicação e pesquisa: projetos para mestrado e doutorado", de autoria de Maria Lucia Santaella Braga, publicada por Hacker Editores, em São Paulo, no ano de 2001 e integrante da coleção "Comunicação &". Capacidade para gerar e consumir mensagens Ao longo de 216 páginas, Santaella se propõe a resgatar a historicidade da comunicação e aborda questões relevantes sobre pesquisa e a elaboração de um projeto de pesquisa. Sua obra está dividida em nota de apresentação, introdução, quatro capítulos, roteiro de leituras, bibliografia a sobre a autora. Na nota de apresentação, a autora escreve que buscou complementar os estudos de Lopes (1990) sobre pesquisa e projetos de pesquisa em comunicação. Já na introdução, a autora discorre sobre a publicação do livro, iniciada com o convite formulado por Hacker Editores. Aqui também são incluídas algumas definições de comunicação, como as de Fiske (1990), Baylon e Mignot (1999), Nöth (1990), Shannon e Weaver (1949) e do crescimento e desenvolvimento da área da comunicação. Para a autora (2001, p. 22), comunicação é: "[...] a transmissão de qualquer influência de uma parte de um sistema vivo ou maquinal para uma outra parte, de modo a produzir mudança. O que é transmitido para produzir influência são mensagens, de modo que a comunicação está basicamente na capacidade para gerar e consumir mensagens." "Mapeamento da área e campos da comunicação" Santella finaliza a introdução abordando uma espécie de linha do tempo, ainda que brevemente, das formas, meios e processos de comunicação. No capítulo 1 denominado "Histórico das teorias, modelos e âmbitos de pesquisa na comunicação", Santaella expressa cristalinamente, a diferença existente entre teoria e modelo, contribuindo para o entendimento do resgate histórico e para compreender a evolução ocorrida desde o início do estudo da comunicação, com destaque para Wolf (1987), A. e M. Mattelard (1999), entre outros, que ela apresenta na sequência de seu raciocínio. A meu ver, as teorias, modelos e âmbitos da pesquisa em comunicação se agrupam em quatro grandes tradições: (1) a mass communication research e seus desdobramentos, (2) as teorias críticas, (3) os modelos do processo comunicativo e (4) as correntes culturológicas e midiáticas (SANTAELLA, 2001, p. 31). Cumpre consignar a relevância que possuem os capítulos 2, 3 e 4, uma vez que são norteadores para que os pesquisadores, docentes, alunos e interessados desenvolvam seus projetos e suas pesquisas. O capítulo 2 contempla o que a autora denominou de "mapeamento da área e dos campos da comunicação", o qual permitiu chegar através de um caminho sólido às pesquisas em comunicação com maior integridade sobre o objeto de estudo, respeitando a área do conhecimento envolvida. Os grupos do mapeamento A autora condensou estes conteúdos em três grupos: Os territórios da comunicação; O território da mensagem e os códigos; O território dos meios e modos de produção das mensagens; O território do contexto comunicacional das mensagens; O território do emissor ou fonte da comunicação; O território do destino ou recepção da mensagem; As interfaces dos territórios da comunicação; As mensagens e suas marcas; Interfaces das mensagens com seu modo de produção; Interfaces das mensagens com o contexto; Interfaces dos meios com o contexto; Interfaces das mensagens com o sujeito produtor; Interfaces dos meios com o sujeito produtor; Interfaces do contexto com o sujeito produtor; Interfaces da mensagem com sua recepção; Interfaces dos meios com a recepção das mensagens; Interfaces do contexto com a recepção; Interfaces do sujeito produtor com a recepção; Inserção das teorias e ciências da comunicação no mapa; Teorias da mensagem, códigos e suas interfaces; Teorias dos meios e suas interfaces; Teorias do contexto e suas interfaces; Teorias do sujeito e suas interfaces; Teorias da recepção e suas interfaces; Realizar este mapeamento não é tarefa fácil, em razão da comunicação possuir um caráter híbrido, tanto do lado do fenômeno em si quanto da sua interdisciplinaridade enquanto objeto de estudo acadêmico. As etapas do projeto Por outro lado, o capítulo 3, elucida de forma ampla, inúmeros conceitos envolvendo ciência, conhecimento, lógica, raciocínio, metodologia, tipos, técnicas e procedimentos de pesquisa, os quais são necessários à formação de um pesquisador. A autora (2001, p. 104) apresenta, primeiramente, uma definição de ciência, fundamentada em Peirce, em que destaca que está sempre em desenvolvimento, para após conceituar os demais itens apontados no parágrafo acima: "Porque se concretiza através da busca de conhecimento realizada por pesquisadores vivos, a ciência, ela mesma, é coisa viva, não se referindo àquilo que já se sabe, mas àquilo que se está lutando por obter através da pesquisa em ato. Isso não significa que a sistematização do conhecimento não faça parte da ciência e não tenha nela importância. Significa, isto sim, que o mais relevante está naquilo que ainda não se conhece e se está lutando por descobrir." No capítulo 4, Santaella se preocupa em oferecer subsídios sobre as etapas do projeto de pesquisa, com peculiaridades que perpassam desde a escolha e delimitação do tema ou assunto, até alcançar as referências. São elas: os antecedentes; a definição do problema; o estado da questão; a apresentação das justificativas; a explicitação dos objetivos; a formulação das hipóteses; o quadro teórico de referência; a seleção do método; a equipe de pesquisa; o cronograma; os recursos necessários; a bibliografia. Novas descobertas e desafios Um projeto de pesquisa é necessário para definir e planejar o caminho que o pesquisador seguirá, na ordem lógica de raciocínio quanto temporal (organização de tempo, cumprimento de prazos etc.). Contudo, há uma nítida e importante consideração sobre as "minúcias e capacidade de olhar de frente para as dúvidas, sem subterfúgios, sem esquivas" (2001, p. 189), tudo com o propósito de permitir:"[...] que a jornada deverá chegar com êxito ao seu destino, a compensação mais gratificante se encontra naqueles momentos em que a pesquisa começa a adquirir força e determinações próprias, exigências internas tão eloquentes como se viessem de um corpo vivo" (2001, p. 189). A contribuição da autora em seu "Roteiro de leituras" fortalece a identificação de novas referências, propiciando um aprofundamento inteligente no estudo a ser realizado. Neste sentido, a obra consultada torna-se fundamental para todos em seus primeiros ensaios, com uma leitura indispensável e instigante ao almejar uma trajetória em pesquisa e comunicação, com o compromisso de observar continuamente a humildade intelectual, na busca de novas descobertas e no enfrentamento de novos de desafios. Referências BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. São Paulo: McGraw-Hill, 1986. CASTELLS, M. A sociedade em rede. v. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. SANTAELLA, L. Comunicação e pesquisa: projetos para mestrado e doutorado. São Paulo: Hacker Editores, 2001. |
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Analise semantica sintatica pragmatica ( Pesquisa Aplicada-Profº Zeca)
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Economia Política ( Economia e Política)
Economia política foi um termo originalmente introduzido por Antonie de Montchrétien em 1615, e utilizado para o estudo das relações de produção, especialmente entre as três classes principais da sociedade capitalista ou burguesa: capitalistas, proletários e latifundiários. Em contraposição com as teorias do mercantilismo, e, posteriormente, da fisiocracia, nas quais o comércio e a terra, respectivamente, eram vistos como a origem de toda a riqueza, a economia política propôs (primeiro com Adam Smith) a teoria do valor-trabalho, segundo a qual o trabalho é a fonte real do valor. No final do século XIX, o termo economia política foi paulatinamente trocado pelo economia, usado por aqueles que buscavam abandonar a visão classista da sociedade, repensando-a pelo enfoque matemático, axiomático e valorizador dos estudos econômicos atuais e que concebiam o valor originado na utilidade que o bem gerava no indivíduo.
Atualmente o termo economia política é utilizado comumente para referir-se a estudos interdisciplinares que se apóiam na economia, sociologia, direito e ciências políticas para entender como as instituições e os contornos políticos influenciam a conduta dos mercados. Dentro da ciência política, o termo se refere principalmente às teorias liberais e marxistas, que estudam as relações entre a economia e o poder político dentro dos Estados. Economia política internacional é um ramo da economia que estuda como o comércio, as finanças internacionais e as políticas estatais afetam o intercâmbio internacional e a política monetária e fiscal.
Elementos Funcionalistas (Sociologia)
DUAS TENDÊNCIAS TEÓRICAS NO ESTUDO DA SOCIEDADE:
ELEMENTOS E CARACTERÍSTICAS DO FUNCIONALISMO E DO
MATERIALISMO DIALÉTICO
Com as revoltas e transformações que ocorreram na sociedade no século XIX surge a Sociologia para explicar fatos sociais.
Teoria do Funcionalismo do pensador Émile Durkheim, para as crises eram causadas por aspectos morais e não econômicos. Comparava a sociedade a um organismo composto de várias partes integrantes que funcionando em harmonia. |Se desse problema em uma parte acarretaria problemas as demais.
Durkheim apresentava três fatos sociais:
- Coerção Social: como o indivíduo era frágil, então seguiria as regras impostas pelos fatos sociais;
- Fatos sociais são exteriores ao indivíduo: quando a pessoa nasce já existem regras, fatos na sociedade, que aprendem a seguir, respeitar, sem criticá-lo, sem questionar;
- Generalidade: um fato social seria normal quando ocorresse para a maioria da sociedade, algo comum a todas as pessoas.
Enfim para Durkheim a sociedade deveria ser estável, pronta, organizada e que não permitisse grandes mudanças. Deveríamos seguir o que vem sendo imposto, sem tentar questionar ou sugerir uma mudança.
Teoria do Materialismo Dialético dos pensadores Karl Marx e Friedrich Engels, para eles nada está pronto, acabado, as coisas, o mundo, as pessoas estão sempre mudando, se transformando e essas transformações ocorrem por meio de contradições e de conflitos. Se preocupavam com as desigualdades sociais, a má distribuição de rendas.
Princípios do materialismo dialético:
Princípio da Totalidade: tudo se relaciona dentro de um conjunto, os componentes estão ligados entre si influenciando-se uns aos outros.
Princípio da Mudança Qualitativa: como as mudanças não ocorrem num mesmo ritmo, pequenas mudanças quantitativas levam a uma mudança qualitativa que gera grandes transformações.
Princípio da Contradição Universal: mudanças ocorrem porque as forças contrárias ao mesmo tempo em que se unem se opõem.
Princípio do Movimento: nada está pronto, tudo se transforma constantemente. E os conflitos, as contradições é que movem essas mudanças.
As duas teorias se opõem, pois a do funcionalismo nada muda, deve ser seguido as coisas como são porque sempre foram assim, não devem ocorrer conflitos, tudo deve estar em harmonia, enquanto que a materialista dialética, tudo muda, se transforma através das contradições, dos conflitos, sendo possível através das lutas trabalhistas ocorrerem mudanças, permitindo a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
ELEMENTOS E CARACTERÍSTICAS DO FUNCIONALISMO E DO
MATERIALISMO DIALÉTICO
Com as revoltas e transformações que ocorreram na sociedade no século XIX surge a Sociologia para explicar fatos sociais.
Teoria do Funcionalismo do pensador Émile Durkheim, para as crises eram causadas por aspectos morais e não econômicos. Comparava a sociedade a um organismo composto de várias partes integrantes que funcionando em harmonia. |Se desse problema em uma parte acarretaria problemas as demais.
Durkheim apresentava três fatos sociais:
- Coerção Social: como o indivíduo era frágil, então seguiria as regras impostas pelos fatos sociais;
- Fatos sociais são exteriores ao indivíduo: quando a pessoa nasce já existem regras, fatos na sociedade, que aprendem a seguir, respeitar, sem criticá-lo, sem questionar;
- Generalidade: um fato social seria normal quando ocorresse para a maioria da sociedade, algo comum a todas as pessoas.
Enfim para Durkheim a sociedade deveria ser estável, pronta, organizada e que não permitisse grandes mudanças. Deveríamos seguir o que vem sendo imposto, sem tentar questionar ou sugerir uma mudança.
Teoria do Materialismo Dialético dos pensadores Karl Marx e Friedrich Engels, para eles nada está pronto, acabado, as coisas, o mundo, as pessoas estão sempre mudando, se transformando e essas transformações ocorrem por meio de contradições e de conflitos. Se preocupavam com as desigualdades sociais, a má distribuição de rendas.
Princípios do materialismo dialético:
Princípio da Totalidade: tudo se relaciona dentro de um conjunto, os componentes estão ligados entre si influenciando-se uns aos outros.
Princípio da Mudança Qualitativa: como as mudanças não ocorrem num mesmo ritmo, pequenas mudanças quantitativas levam a uma mudança qualitativa que gera grandes transformações.
Princípio da Contradição Universal: mudanças ocorrem porque as forças contrárias ao mesmo tempo em que se unem se opõem.
Princípio do Movimento: nada está pronto, tudo se transforma constantemente. E os conflitos, as contradições é que movem essas mudanças.
As duas teorias se opõem, pois a do funcionalismo nada muda, deve ser seguido as coisas como são porque sempre foram assim, não devem ocorrer conflitos, tudo deve estar em harmonia, enquanto que a materialista dialética, tudo muda, se transforma através das contradições, dos conflitos, sendo possível através das lutas trabalhistas ocorrerem mudanças, permitindo a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Ruido (Teoria da Comunicação)
RUIDO
No senso comum, a palavra ruído significa barulho, som ou poluição sonora não desejada. Na eletrônica o ruído pode ser associado à percepção acústica, por exemplo de um "chiado" característico (ruído branco) ou aos "chuviscos" na recepção fraca de um sinal de televisão. De forma parecida a granulação de uma foto, quando evidente, também tem o sentido de ruído. No processamento de sinais o ruído pode ser entendido como um sinal sem sentido (aleatório), sendo importante a relação Sinal/Ruído na comunicação. Na Teoria da informação o ruído é considerado como portador de informação.
O ruído faz-se presente nos estudos de Acústica, Cibernética, Biologia, Eletrônica, Computação e Comunicação.
Classificação
Ruído natural - refere-se à ruídos de causas naturais tais como Radiação cósmica de fundo, ruídos atmosféricos, ruídos inerentes a dispositivos passivos e ativos da eletrônica
Ruído artificial - refere-se a ruídos de causas artificiais, como por exemplo, ruídos de interferência ou exames de IAS
Ruído exógeno - refere-se às interferências externas ao processo de comunicação, como outra mensagem.
Ruído endógeno - refere-se às interferências internas do processo de comunicação, como perda de mensagem durante seu transporte ou má utilização do código.
Ruído de repertório - refere-se às inteferências ocorridas diretamente na produção ou interpretação da mensagem, provocadas pelo repertório dos emissores e receptores.
Ver também
- Ruído branco - Aplica-se aos ruídos cuja potência é constante em todas as faixas de freqüência, por exemplo, ruído térmico
- Ruído vermelho ou ruído marrom - Aplica-se a ruídos ricos em baixas freqüências
- Ruído rosa - Aplica-se à testagem de sistemas de áudio.
- Ruído térmico - Aplica-se a qualquer corpo aquecido
- Ruído flicker - Aplica-se a semi-condutores, válvulas e resistores
- Ruído browniano - Aplica-se a ruídos que podem ser modelados por movimentos brownnianos da estatística
- Ruido balístico - do inglês shot noise. Aplica-se a válvulas e junções semi-condutoras
- Ruído pipoca - do inglês popcorn noise. Aplica-se a semi-condutores
- Radiação cósmica de fundo ou ruído de fundo do universo - Aplica-se na cosmologia como evidência do Big-Bang
Comunicação
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Comunicação
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sexta-feira, 25 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Tipos Textuais (Texto na Comunicação)
Em linguística, tipos textuais refere-se à estrutura composicional dos textos. Hoje, admite-se cinco tipos textuais, a saber: narração, argumentação ou dissertação, explicação, descrição e injunção.
A narração está presente quando o texto fornece informações sobre o tempo e espaço do fato narrado, sempre há começo meio e fim. Além disso, é comum aparecerem nomes de personagens e um "clímax" em determinado momento. Há, portanto, o desenvolvimento da história, um momento de tensão, e a volta à estabilidade. Um exemplo clássico de narrativa são os contos de fada.
A argumentação ou dissertação está presente quando um determinado ponto de vista é defendido em um texto, e para sustentar a ideia do autor é apresentado argumentos proprios e teses conceituais.
Nos textos descritivos, o autor descreve um momento especifico , a descrição e superficial, ou seja, o emissor supõe que o receptor tenha conhecimento do assunto.
No texto explicativo, o emissor supõe que o receptor não tem conhecimento do assunto, ocorre uma descrição detalhada, um exemplo de explicativo são os livros didaticos.
Os textos injuntivos, por sua vez, são aqueles que indicam procedimentos a serem realizados. Nesses textos, as frases, geralmente, são no modo imperativo. Bons exemplos desse tipo de texto são as receitas e os manuais de instrução.
É muito importante não confundir tipo textual com gênero textual. Os tipos, como foi dito, aparecem em número limitado. Já os gêneros textuais são praticamente infinitos, visto que são textos orais e escritos produzidos por falantes de uma língua em um determinado momento histórico. O gêneros texuais, portanto, são diretamente ligados às práticas sociais. Alguns exemplos de gêneros textuais são carta, bilhete, aula, conferência, e-mail, artigos, entrevistas, discurso etc.
Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual, da mesma forma que um único gênero pode conter mais de um tipo textual. Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas, descritivas, injuntivas e assim por diante.
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Comunicação ( Psicologia )
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Comunicação 2
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domingo, 13 de março de 2011
A escravização indígena e africana - o lucrativo tráfico negreiro (História da Sociedade Brasileira)
Eram mais valorizados, para os trabalhos na agricultura, os negros Bantos ou Benguela ou Bangela ou do Congo, provenientes do sul da África, especialmente de Angola e Moçambique, e tinham menos valor os vindo do centro oeste da África, os negros Mina ou da Guiné, que receberam este nome por serem embarcados no porto de São Jorge de Mina, na atual cidade de Elmina, e eram mais aptos para a mineração, trabalho o qual já se dedicavam na África Ocidental. Por ser a Bahia mais próxima da Costa da Guiné (África Ocidental) do que de Angola, a maioria dos negros baianos são Minas.
Como eram vistos como mercadorias, ou mesmo como animais, eram avaliados fisicamente, sendo melhor avaliados, e tinham preço mais elevado, os escravos que tinham dentes bons, canelas finas, quadril estreito e calcanhares altos, numa visão que valorizava o físico e as habilidades.
Em São Paulo, até ao final do século XVII, quase não se encontravam negros, dado a pobreza de sua população que não dispunha de recursos financeiros para adquirirem escravos africanos, e os documentos da época que usavam o termo "negros da terra" referiam-se na verdade aos índios, os quais não eram objeto de compra e venda, só de aprisionamento, sendo proibido inclusive que se fixasse valor para eles nos inventários de bens de falecidos.A escravidão ameríndia foi a principal forma de obtenção de escravos pelos europeus após a descoberta da América. A partir de 1530, com a colonização portuguesa tomando forma, a razão de ser do Brasil passou a ser a de fornecer aos mercados europeus gêneros alimentícios ou minérios de grande importância.
A metrópole portuguesa passou a incentivar um comércio que tinha suas bases em alguns poucos produtos exportáveis em grande escala, assentadas na grande propriedade. Assim, por causa da decisão lusitana em exportar poucos produtos tropicais em grande escala para a Europa, nasceu em Portugal uma justificativa para a existência do latifúndio no Brasil. Após a captura, os índios eram forçados a executar um duro trabalho nas lavouras de cana-de-açúcar, onde eram supervisionados, explorados e maltratados. Os portugueses que vinham para o Brasil não desejavam executar o trabalho que a produção de açúcar exigia. Isso se explica em parte porque a tradição católica e ibérica desprezava o trabalho manual, considerando-o como "coisa de escravo". Os índios capturados nas guerras tribais também começaram a ser vendidos aos colonos em vez de permanecerem escravos na aldeia do seu captor.
Escravidão (História da Sociedade Brasileira)
A escravidão, também conhecida como escravismo ou escravatura, foi a forma de relação social de produção adotada, de uma forma geral, no Brasil desde o período colonial até o final do Império. A escravidão no Brasil é marcada principalmente pelo uso de escravos vindos do continente africano, mas é necessário ressaltar que muitos indígenas também foram vítimas desse processo. A escravidão indígena foi abolida oficialmente por Marquês do Pombal, no final do século XVIII.
Os escravos foram utilizados principalmente na agricultura – com destaque para a atividade açucareira – e na mineração, sendo assim essenciais para a manutenção da economia. Alguns deles desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos.
Os escravos foram utilizados principalmente em atividades relacionadas à agricultura – com destaque para a atividade açucareira – e na mineração, sendo assim essenciais para a manutenção da economia. Alguns deles desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos.
A escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. No entanto, o trabalho compulsório e o tráfico de pessoas permanecem existindo no Brasil atual, a chamada escravidão moderna, que difere substancialmente da anterior.
domingo, 6 de março de 2011
O que é Fatos Sociais? (Sociologia)
Fato Social
Segundo Emile Durkheim, os Factos Sociais constituem o objecto de estudo da Sociologia pois decorrem da vida em sociedade.O sociólogo francês defende que estes têm três características:
Coercitividade - caracteristica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os individuos integram. Estes padrões culturais são de tal maneira fortes que obrigam os individuos a cumpri-los.
Exterioridade - esta caracteristica transmite o facto de esses padrões de cultura serem exteriores aos individuos, ou seja ao facto de virem do exterior e de serem independentes das suas consciências.
Generalidade - os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade. Podemos perceber a generalidade pela propagação das tendências dos grupos pela sociedade, por exemplo.
Para Émile Durkheim, factos sociais são "coisas". São maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e dotadas de um poder coercitivo. Não podem ser confundidos com os fenômenos orgânicos nem com os psíquicos, constituem uma espécie nova de fatos. São fatos sociais: regras jurídicas, morais, dogmas religiosos, sistemas financeiros, maneiras de agir, costumes, etc.
“É um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior.”; ou ainda, “que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais.” Ou ainda:Todas as maneiras de ser, fazer, pensar, agir e sentir desde que compartilhadas coletivamente. Variam de cultura para cultura e tem como base a moral social, estabelecendo um conjunto de regras e determinando o que é certo ou errado, permitido ou proibido.
ex.: coerção! O que te lembra isto? Força pública, certo?
então o exemplo para manutenção de tais estabilidades sociais, exige-se para a manutenção da segurança social contra os inimigos públicos, uma polícia, seja ela municipal, civil ou federal, exige-se uma força armada para proporcionar uma pseudo segurança na sociedade como um todo. Este é apenas um exemplo de questão jurídica.
Segundo Emile Durkheim, os Factos Sociais constituem o objecto de estudo da Sociologia pois decorrem da vida em sociedade.O sociólogo francês defende que estes têm três características:
Coercitividade - caracteristica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os individuos integram. Estes padrões culturais são de tal maneira fortes que obrigam os individuos a cumpri-los.
Exterioridade - esta caracteristica transmite o facto de esses padrões de cultura serem exteriores aos individuos, ou seja ao facto de virem do exterior e de serem independentes das suas consciências.
Generalidade - os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade. Podemos perceber a generalidade pela propagação das tendências dos grupos pela sociedade, por exemplo.
Para Émile Durkheim, factos sociais são "coisas". São maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e dotadas de um poder coercitivo. Não podem ser confundidos com os fenômenos orgânicos nem com os psíquicos, constituem uma espécie nova de fatos. São fatos sociais: regras jurídicas, morais, dogmas religiosos, sistemas financeiros, maneiras de agir, costumes, etc.
“É um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior.”; ou ainda, “que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais.” Ou ainda:Todas as maneiras de ser, fazer, pensar, agir e sentir desde que compartilhadas coletivamente. Variam de cultura para cultura e tem como base a moral social, estabelecendo um conjunto de regras e determinando o que é certo ou errado, permitido ou proibido.
ex.: coerção! O que te lembra isto? Força pública, certo?
então o exemplo para manutenção de tais estabilidades sociais, exige-se para a manutenção da segurança social contra os inimigos públicos, uma polícia, seja ela municipal, civil ou federal, exige-se uma força armada para proporcionar uma pseudo segurança na sociedade como um todo. Este é apenas um exemplo de questão jurídica.
O que é capitalismo? (Sociologia)
Capitalismo
Capitalismo é o sistema social baseado no reconhecimento dos direitos do indivíduo, incluindo o direito à propriedade, em que toda propriedade é privada.O reconhecimento dos direitos do indivíduo inclui o banimento de violência física em relacionamentos humanos: basicamente, direitos só podem ser violados com o uso da força física. Em uma sociedade capitalista, nenhum homem ou grupo pode iniciar o uso de força física contra outros. A única função do governo, nesta sociedade, é a tarefa de proteger os direitos do homem, ou seja, a tarefa de protegê-lo de violência; o governo age como o agente do direito do homem de autodefesa, e pode usar força somente em retaliação e somente contra aqueles que iniciaram seu uso; portanto, o governo é o jeito de colocar o uso retaliatório de força sob controle objetivo.Em uma sociedade capitalista, todo relacionamento humano é voluntário. Os homens são livres para cooperar ou não, para lidar com o outro ou não, de acordo com seus julgamentos, convicções e interesses. Os homens só podem lidar com o outro em termos e através da razão, ou seja, através da discussão, da persuasão, e de acordos contratuais, por escolha voluntária e para benefício mútuo. O direito de concordar com outros não é um problema em nenhuma sociedade; é o direito de discordar que é crucial. É a instituição da propriedade privada que protege e implementa o direito de discordar – e, portanto, mantém a estrada aberta para o atributo de maior valor do homem: a mente criativa.
O que é Iluminismo? (Sociologia)
Iluminismo
O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação. O centro das idéias e pensadores Iluministas foi a cidade de Paris.
Os iluministas defendiam a criação de escolas para que o povo fosse educado e a liberdade religiosa. Para divulgar o conhecimento, os iluministas idealizaram e concretizaram a idéia da Enciclopédia (impressa entre 1751 e 1780), uma obra composta por 35 volumes, na qual estava resumido todo o conhecimento existente até então. O nome “iluminismo” fez uma alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período este de trevas, no qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.
O movimento iluminista utilizou da razão no combate a fé na Igreja e a idéia de liberdade para combater o poder centralizado da monarquia. Com essa essência transformou a concepção de homem e de mundo.
A partir do iluminismo surgiu outro movimento, de cunho mais econômico e político: o liberalismo.
O iluminismo
O iluminismo foi um movimento de reação ao absolutismo europeu, que tinha como características as estruturas feudais, a influencia cultural da Igreja Católica, o monopólio comercial e a censura das “idéias perigosas”.
A partir do iluminismo surgiu outro movimento, de cunho mais econômico e político: o liberalismo.
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